Sempre divagando sobre a vida! Onde estamos? Para onde vamos? Por quê estamos aqui? Quer saber porque sou Cristão? Tenho fé e razão! Penso e creio! Ofereço culto racional e acredito no sobrenatural! A ciência não exclui a fé, mas a complementa! Por fim, rio de Dawkins...
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
O mal do século
Há dias gostaria de escrever algo parecido com o que vocês lerão aqui, mas o blog estava em manutenção e não pude conectar. Curiosamente algumas revistas semanais trarão o mesmo assunto em suas capas esta semana. Trata-se da geração preguiçosa da internet e o mal do século (ou a doença da pós-modernidade) a denominada preguiça mental.
Lanço mão da metalinguagem para falar sobre a internet utilizando a mesma. Em minha opinião, ao ler este artigo, alguma percentagem grande das pessoas não saberão no que consiste a função metalínguistica. Aqueles criados e educados na geração anterior (há 15 ou 20 anos atrás) certamente buscarão a resposta para sanar sua dúvida. Contudo, os da geração atual (a geração wireless e sempre online) por certo deixarão de lado e continuarão normalmente a leitura do texto (isso se sua preguiça os permitir de começar a leitura).
Criamos crianças e adolescentes burros, preguiçosos e contentes com a mediocridade. Não incentivamos a busca pela excelência. Não há competição. Tudo coopera para amenizar o sofrimento de estudar, trabalhar e conseguir por si próprio seu sustento.
Poucos vestibulandos objetivam uma faculdade concorrida (em sua maioria federais), pois existem inúmeras outras mais fáceis, menos concorridas, com incentivos de pagamento ou com o patrocínio dos pais. Não enviamos mais cartas, telegramas e os respondemos. No entanto, recebemos dezenas de milhares de emails dos quais não conseguimos ler e responder nem ao menos a metade. A juventude não sabe mais conversar, não tem opinião, não tem voz. Só se comunica pelas mídias sociais ou por mensagens de celular (código quase indecifráveis desprovidos de vogais e recheados de "k", "y" e "w"). Ao menor sinal de problema ou dúvida sobre algo, não buscam a sabedoria dos mais velhos, mas sim o "onisciente" Google. Desconsideram uma existência metafísica no mundo ao seu redor. Vejam:
Há alguns meses, em uma prova de concurso, tive de escrever uma redação sobre "o advento da internet e como viveríamos sem ela". Certamente o autor da prova esperava um texto elaborado seguindo a diretriz da infalibilidade e da essencialidade da internet. Gostaria de visualizar sua face ao ler a minha prova. Caminhei no sentido exatamente oposto. Argumentei que se a internet não tivesse sido inventada não seríamos piores em nada. Claro, em certos campos do conhecimento não seríamos melhores, mas garanto, piores não estaríamos.
Se o senhor Gates não tivesse sido iluminado, a humanidade continuaria a transmitir seus conhecimentos como sempre o fez: ATRAVÉS DOS LIVROS, DO DIÁLOGO COM MESTRES, PROFESSORES, PAIS E IDOSOS. O que questiono hoje ao google, sempre questionei ao meu pai e nunca fiquei sem a solução dos meus problemas. Mandaríamos cartas e telegramas como sempre fizeram nossos antepassados. As notícias sempre se propagaram (com menos velocidade, claro) e o destinatário nunca ficou sem sua mensagem. Tínhamos mais paciência e sabíamos esperar. Havia prazer no preparo de um bom assado antes do advento "microondista". A humanidade sobreviveria como sempre o fez durante séculos. Tenho certeza disto!
Nossos jovens estudariam para enfrentar a concorrência e não temeriam a reprovação. Seriam mais comunicativos e extrovertidos. Buscariam o conhecimento nos locais supracitados. A sociedade não sofreria com falta de privacidade que hoje sofremos.
É triste a constatação de tais fatos. Os ganhos são muitos, mas a tecnologia está "emburrando" nossos jovens. Temo muito pela próxima geração. Pretendo injetar doses cavalares de meios "antiquados de conhecimento" em meus filhos como remédio contra essa tal doença, a preguiça mental.
Guilherme Abreu
terça-feira, 3 de maio de 2011
Pessoas Que Admiro
Christopher Jason Witten, jogador de futebol americano profissional. Nascido em 6 de maio de 1982, o Tight End do Dallas Cowboys é sensacional em tudo o que faz (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jason_Witten). Possui excelentes números na carreira e atua em diversas áreas filantrópicas em seu país. Poderia admirá-lo facilmente pela jogada realizada na foto, nesta feita, ele perdeu seu capacete logo no primeiro contato e continuo correndo com a bola por mais 20 longas jardas. Contudo, não o admiro por tal feito, mas sim por isto:
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
"Um mundo melhor?" - Será?
Guardo na lembrança momentos peculiares de minha infância. Sempre fui um garoto meio zangado e brigão. Montávamos turmas de brigas e enfrentávamos grupos rivais da mesma vizinhança. Claro que era coisa de criança, mas a violência primária sempre redundava em retaliação. Após inúmeros ataques mútuos, a confusão só era finalizada quando os pais de algumas crianças decidiam segurar seus filhos em casa para acalmarem seus ânimos.
O mundo amanheceu da mesma forma esta semana. Há quase uma década "a turminha americana" fora atacada em seu território. De lá para cá uma face tomava conta dos noticiários como o mentor intangível e oculto dos ataques. Permanecera escondido em algum buraco árabe por longos 10 anos. Na madrugada de 1º de maio a mesma "turminha americana" conseguiu finalmente retaliar o ataque primário.
Contudo, será que viveremos como realidade as palavras do líder yankee? Será que o mundo sem Bin Laden restará melhor? Creio que não. Aliás, penso que será exatamente o oposto disto.
O medo sem rosto certamente sobreviverá e se reerguerá das cinzas. Tal qual fazíamos em minha vizinhança, a retaliação do ataque primário merecerá uma resposta digna de sua magnitude (pensando bem, de quem foi mesmo o primeiro ataque? a política americana de invasiva nos confunde historicamente). Este segundo ataque sucederá uma nova retaliação e assim por diante.
É pesaroso pensar que não existem pais para acalmar seus "filinhos" em tais batalhas. Não há nenhuma força superior para tudo controlar (leia-se, crítica indireta à ONU e seu malfadado Conselho de Segurança). Temo muito pelo nosso futuro. Nossa humanidade estará na berlinda nos dias que se seguem. Ninguém está a salvo!
Guilherme Abreu
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
No calor das emoções!
Sabemos que é grande a comoção de pais, amigos e da população em geral por aquelas crianças brutalmente assassinadas em Realengo. Nada irá aliviar tamanha dor. Sabemos ainda que o sangue ali derramado era inocente e suas vidas foram ceifadas por uma mente doentia e perversa. Entretanto, não podemos agir no calor das emoções! Nunca. E essa, infelizmente, é a tônica de nosso país. Sempre que algo popularesco catastrófico ocorre, a população pressiona as autoridades e estas, mau preparadas ou despreparadas, procuram dar respostas imediatas aos problemas de forma paleativa e equivocada.
Como exemplo podemos citar o fatídico assassinato de Daniela Perez no final do ano de 1992. Para aqueles que são mais velhos esse exercício de memória será mais fácil, mas para aqueles que não o são, recomendo uma rápida pesquisa pela internet (google, notícias, youtube e etc) para saber o quanto o povo se sentiu aflingido pela atitude covarde de um homem problemático. A vítima era atriz de uma novela global de muito sucesso (status de semideusa nesse país "globalizado"), sua mãe a autora da referida novela, e ambas gozavam de muito prestígio ante a população. Por iniciativa de Glória Perez (que angariou mais de 1 milhão de assinaturas por todo o Brasil), o homicídio qualificado passou a figurar no rol dos crimes hediondos em 1994 (impôs a impossibilidade de pagamento de fiança para responder em liberdade e ainda impediu a progressão de regime, bem como uma maior cominação de pena).
Naquele momento todos se sentiram "saciados" de justiça. A população matara sua sede de vingança. As autoridades (judiciárias, executivas e legislativas) concederam a resposta ao seu público-alvo (eleitores) e aumentaram sua popularidade. Contudo, em 2006 o STF decidiu pela inconstitucionalidade da impossibilidade de progressão de regime, e ainda mostra tendências claras de retirar o homicídio qualificado do rol que fora incluído.
Da mesma maneira discutiu-se muito sobre a redução da maioridade penal quando um jovem em Santo André matou sua própria ex-namorada por não querer mais o relacionamento. E como estes, existem inúmeros outros exemplos e sempre existirão.
É preciso esfriar a cabeça. Não podemos pensar e agir no calor dos fatos acontecidos. Já existe uma grande corrente na luta por um novo referendo sobre o estatuto do desarmamento com fulcro no crime praticado pelo jovem Wellington. Será que iremos solucionar o problema desta maneira?
Seja sua resposta sim ou não, devemos realizar tal questionamento após alguns meses dos terríveis fatos ocorridos. Não quero entrar no mérito da questão. Minha opinião é e sempre será clara quanto ao assunto, contudo, não devo meditar nesta em um momento de comoção.
Aguardemos mais tempo!
Guilherme Abreu
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segunda-feira, 25 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
A ignorância do capitão do Penta!
É fato público e notório o a participação dos ex-jogadores da seleção brasileira em um amistoso realizado na Chechênia no mês passado. Tal jogo fora promovido pelo ditador Ramzan Kadyrov (tirano acusado de inúmeros crimes bárbaros especialmente contra seus opositores) em um recém construído estádio com o intuito nítido de popularizar-se ante a sua atemorizada população.
Alguns dias após a realização deste, em um ato de lucidez, o ex-saupaulino Raí veio a público manisfestar sobre a sua participação (você pode ler aqui: http://odia.terra.com.br/portal/ataque/html/2011/3/rai_se_diz_envergonhado_por_participar_de_amistoso_na_chechenia_152748.html ou aqui: www.rai10.com.br/?p=3499 ). Um indivíduo com tantos projetos sociais interessantes e valorosos de fato não deveria ter ido e se corrompido com um alto cachê para promover um regime totalitário. Aliás, nenhum ser humano com força política ou grande publicidade deve apoiar (mesmo que indiretamente) um Estado nestes moldes. Classificamos como louvável assim, o arrependimento tardio e a doação por parte de Raí,
Entretanto, na segunda-feira 28, em um ato de completa imbecilidade e ignorância, o ex-jogador Cafú foi instigado a comentar também sobre o jogo (o qual participou) e também sobre as declarações de Raí. Lamento muito de ter que fazê-los ler tantas bobagens, mas aí vaí: http://esportes.terra.com.br/futebol/noticias/0,,OI5033794-EI1832,00-Cafu+rebate+declaracoes+de+Rai+sobre+jogo+na+Chechenia+infelizes.html.
Sinceramente nem consigo encontrar palavras para comentar o discurso do ex-capitão da seleção brasileira. Infelizmente, essa é a realidade brasileira. Pessoas comuns e sem instrução ganham fama e dinheiro através do esporte, mas suas consciências continuam enraizadas na ignorância. Muito me admira uma pessoa que ajuda também os mais necessitados proferir tantas "idiotices por minuto". Seguindo a mesma linha de raciocínio do jogador Cafú, se um traficante de drogas resolver patrocinar uma "pelada" com o intuito de angariar fundos para a atividade ilícita estaria tudo bem? Você, Cafú, não tem que se importar com quem e o que está promovendo? Basta apenas receber e jogar? Se o estadista mata ou não, não é problema seu?
Sem mais o que falar! Termino este post da mesma maneira que terminei o anterior: Caminhamos a passos largos para a imbecilidade! Oh, Pai, o que fazer?
Guilherme Abreu
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