Links Úteis

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Utilidade Pública - reclamar tem seu lugar!

   
   Um dicionário virtual tolinho define o verbo "reclamar" como: " Pedir com insistência uma coisa devida ou justa". Sinceramente, reclamar possui um significado muito mais amplo do que isso (a despeito do significado jurídico). Para escalonar minha linha de pensamento, gostaria de lhe remeter, caro leitor, aos direitos conquistados nos séculos passados através de muito sangue; os denominados direitos de primeira, segunda e terceira geração.
   Os direitos de primeira geração são aqueles de cunho individual para o cidadão, ou seja, deste frente o Estado. Compunha uma prestação negativa por parte do Estado de não fazer nada para que o homem gozasse de liberdade (direitos civis, políticos, propriedade e etc). Os de segunda geração são aqueles de cunho social. Compunham uma prestação positiva por parte do Estado, tais como promover a cultura, a economia, a saúde e etc. Por fim, os de terceira geração consistem  naqueles de caráter coletivo, ou seja, o Estado deve promover a proteção dos bens coletivos e de forma indireta a coletividade (meio ambiente, qualidade de vida, paz, etc). É neste último enquadramento que podemos posicionar nosso "direito sacrossanto" de reclamar.
   Temos portanto, através da linha temporal supracitada, a localização do direito do consumidor como algo recente na história humana (implicitamente o direito de reclamar), e principalmente na brasileira. Nosso CODECON (lei 8078/90) completou maioridade há tão somente três anos. Talvez por isso, o cidadão brasileiro (enquanto consumidor) desconhece e muito seus direitos no que tange sua relação frente à uma empresa (enquanto vendedora).
   Não defenderei aqui a demagogia de que todos deveriam ler o código e gravá-lo em sua mente. De forma alguma! Ademais, são letras enfadonhas e complexas ao olho leigo. Contudo, o sentimento de justiça aflora em cada indivíduo, mesmo o mais iletrado. Proponho o seguinte: ao menor sinal de dúvida e/ou sentimento de lesão (em seu direito, honra, imagem, consumo) busque auxílio no site http://www.reclameaqui.com.br/ e/ ou então http://www.mp.mg.gov.br/portal/public/interno/index/id/9. Este último é do portal do consumidor, que visa operacionalizar e esmiuçar na prática aquilo que é direito ao cidadão comum. Já o primeiro é um site público (chancelado pelo Ministério Público Federal) que aloja todas as reclamações existentes contra quaisquer empresas brasileiras. Assim sendo, é útil em ambas as frentes, a anterior e a posterior. Explico: antes de contratar um serviço ou comprar um produto, verifique no site o histórico da empresa (se existem muitas reclamações, a natureza das reclamações, as respostas que a empresa concede ao público sobre estas reclamações, etc). Posteriormente, se algo der errado em sua compra ou contratação de serviço, RECLAME!
   Posso lhe garantir que funciona! Reclamei através do SAC da empresa Maricota Alimentos de alguns pacotes de pão de queijo mofados dentro da validade. Vejam as fotos:




   Recebi uma pronta notificação de que o problema seria analisado e que em "breve" teria o retorno de minha reclamação. Após um mês de espera e dezenas de emails, nada aconteceu. Procurei o site e escrevi a seguinte reclamação: http://www.reclameaqui.com.br/1356774/maricota-alimentos/pao-de-queijo-mofado/. De maneira simples, coesa e extremamente negativa para a imagem da empresa, detalhei meu problema. Ao final de 1 hora de espera após a publicação da reclamação recebi uma ligação: "Alô, poderia falar com o senhor Guilherme?" Senti-me importante e bem tratado. Ganharei alguns produtos extras como forma de desculpas pelo transtorno causado pela empresa. Então? Resolve ou não reclamar?
   Temos que entender nossa hipossuficiência como consumidores. Tal conceito, em uma relação jurídica, implica dizer que uma parte é inferior e mais fraca frente a outra. Ou seja, uma empresa detém recursos infinitos frente à um consumidor fragilizado. Devemos sempre reclamar frente ao poder público e publicamente para fazer valer nossos direitos. Nada vale mais ao empresário que a imagem de sua empresa. Tem muito valor os comentários sobre os serviços prestados de um prestador de serviços. Fique atento, não caia em "barca furada" e, se cair, reclame!

ATUALIZAÇÃO = dia 10.06.11 recebi em minha casa da Maricota Alimentos a reposição da minha compra! Veja a foto:



Guilherme Abreu

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O mal do século


   Há dias gostaria de escrever algo parecido com o que vocês lerão aqui, mas o blog estava em manutenção e não pude conectar. Curiosamente algumas revistas semanais trarão o mesmo assunto em suas capas esta semana. Trata-se da geração preguiçosa da internet e o mal do século (ou a doença da pós-modernidade) a denominada preguiça mental.
   Lanço mão da metalinguagem para falar sobre a internet utilizando a mesma. Em minha opinião, ao ler este artigo, alguma percentagem grande das pessoas não saberão no que consiste a função metalínguistica. Aqueles criados e educados na geração anterior (há 15 ou 20 anos atrás) certamente buscarão a resposta para sanar sua dúvida. Contudo, os da geração atual (a geração wireless e sempre online) por certo deixarão de lado e continuarão normalmente a leitura do texto (isso se sua preguiça os permitir de começar a leitura).
   Criamos crianças e adolescentes burros, preguiçosos e contentes com a mediocridade. Não incentivamos a busca pela excelência. Não há competição. Tudo coopera para amenizar o sofrimento de estudar, trabalhar e conseguir por si próprio seu sustento.
   Poucos vestibulandos objetivam uma faculdade concorrida (em sua maioria federais), pois existem inúmeras outras mais fáceis, menos concorridas, com incentivos de pagamento ou com o patrocínio dos pais. Não enviamos mais cartas, telegramas e os respondemos. No entanto, recebemos dezenas de milhares de emails dos quais não conseguimos ler e responder nem ao menos a metade. A juventude não sabe mais conversar, não tem opinião, não tem voz. Só se comunica pelas mídias sociais ou por mensagens de celular (código quase indecifráveis desprovidos de vogais e recheados de "k", "y" e "w"). Ao menor sinal de problema ou dúvida sobre algo, não buscam a sabedoria dos mais velhos, mas sim o "onisciente" Google. Desconsideram uma existência metafísica no mundo ao seu redor. Vejam:




   Há alguns meses, em uma prova de concurso, tive de escrever uma redação sobre "o advento da internet e como viveríamos sem ela". Certamente o autor da prova esperava um texto elaborado seguindo a diretriz da infalibilidade e da essencialidade da internet. Gostaria de visualizar sua face ao ler a minha prova. Caminhei no sentido exatamente oposto. Argumentei que se a internet não tivesse sido inventada não seríamos piores em nada. Claro, em certos campos do conhecimento não seríamos melhores, mas garanto, piores não estaríamos.
   Se o senhor Gates não tivesse sido iluminado, a humanidade continuaria a transmitir seus conhecimentos como sempre o fez: ATRAVÉS DOS LIVROS, DO DIÁLOGO COM MESTRES, PROFESSORES, PAIS E IDOSOS. O que questiono hoje ao google, sempre questionei ao meu pai e nunca fiquei sem a solução dos meus problemas. Mandaríamos cartas e telegramas como sempre fizeram nossos antepassados. As notícias sempre se propagaram (com menos velocidade, claro) e o destinatário nunca ficou sem sua mensagem. Tínhamos mais paciência e sabíamos esperar. Havia prazer no preparo de um bom assado antes do advento "microondista". A humanidade sobreviveria como sempre o fez durante séculos. Tenho certeza disto!
   Nossos jovens estudariam para enfrentar a concorrência e não temeriam a reprovação. Seriam mais comunicativos e extrovertidos. Buscariam o conhecimento nos locais supracitados. A sociedade não sofreria com falta de privacidade que hoje sofremos. 
   É triste a constatação de tais fatos. Os ganhos são muitos, mas a tecnologia está "emburrando" nossos jovens. Temo muito pela próxima geração. Pretendo injetar doses cavalares de meios "antiquados de conhecimento" em meus filhos como remédio contra essa tal doença, a preguiça mental.

Guilherme Abreu  

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pessoas Que Admiro


   Christopher Jason Witten, jogador de futebol americano profissional. Nascido em 6 de maio de 1982, o Tight End do Dallas Cowboys é sensacional em tudo o que faz (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jason_Witten). Possui excelentes números na carreira e atua em diversas áreas filantrópicas em seu país. Poderia admirá-lo facilmente pela jogada realizada na foto, nesta feita, ele perdeu seu capacete logo no primeiro contato e continuo correndo com a bola por mais 20 longas jardas. Contudo, não o admiro por tal feito, mas sim por isto:





Leitura Recomendada


Literatura Recomendada




segunda-feira, 2 de maio de 2011

"Um mundo melhor?" - Será?


   Guardo na lembrança momentos peculiares de minha infância. Sempre fui um garoto meio zangado e brigão. Montávamos turmas de brigas e enfrentávamos grupos rivais da mesma vizinhança. Claro que era coisa de criança, mas a violência primária sempre redundava em retaliação. Após inúmeros ataques mútuos, a confusão só era finalizada quando os pais de algumas crianças decidiam segurar seus filhos em casa para acalmarem seus ânimos. 
   O mundo amanheceu da mesma forma esta semana. Há quase uma década "a turminha americana" fora atacada em seu território. De lá para cá uma face tomava conta dos noticiários como o mentor intangível e oculto dos ataques. Permanecera escondido em algum buraco árabe por longos 10 anos. Na madrugada de 1º de maio a mesma "turminha americana" conseguiu finalmente retaliar o ataque primário.
   Contudo, será que viveremos como realidade as palavras do líder yankee? Será que o mundo sem Bin Laden restará melhor? Creio que não. Aliás, penso que será exatamente o oposto disto. 
   O medo sem rosto certamente sobreviverá e se reerguerá das cinzas. Tal qual fazíamos em minha vizinhança, a retaliação do ataque primário merecerá uma resposta digna de sua magnitude (pensando bem, de quem foi mesmo o primeiro ataque? a política americana de invasiva nos confunde historicamente). Este segundo ataque sucederá uma nova retaliação e assim por diante. 
   É pesaroso pensar que não existem pais para acalmar seus "filinhos" em tais batalhas. Não há nenhuma força superior para tudo controlar (leia-se, crítica indireta à ONU e seu malfadado Conselho de Segurança). Temo muito pelo nosso futuro. Nossa humanidade estará na berlinda nos dias que se seguem. Ninguém está a salvo!


Guilherme Abreu

quinta-feira, 28 de abril de 2011

No calor das emoções!


   Sabemos que é grande a comoção de pais, amigos e da população em geral por aquelas crianças brutalmente assassinadas em Realengo. Nada irá aliviar tamanha dor. Sabemos ainda que o sangue ali derramado era inocente e suas vidas foram ceifadas por uma mente doentia e perversa. Entretanto, não podemos agir no calor das emoções! Nunca. E essa, infelizmente, é a tônica de nosso país. Sempre que algo popularesco catastrófico ocorre, a população pressiona as autoridades e estas, mau preparadas ou despreparadas, procuram dar respostas imediatas aos problemas de forma paleativa e equivocada.  
   Como exemplo podemos citar o fatídico assassinato de Daniela Perez no final do ano de 1992. Para aqueles que são mais velhos esse exercício de memória será mais fácil, mas para aqueles que não o são, recomendo uma rápida pesquisa pela internet (google, notícias, youtube e etc) para saber o quanto o povo se sentiu aflingido pela atitude covarde de um homem problemático. A vítima era atriz de uma novela global de muito sucesso (status de semideusa nesse país "globalizado"), sua mãe a autora da referida novela, e ambas gozavam de muito prestígio ante a população. Por iniciativa de Glória Perez (que angariou mais de 1 milhão de assinaturas por todo o Brasil), o homicídio qualificado passou a figurar no rol dos crimes hediondos em 1994 (impôs a impossibilidade de pagamento de fiança para responder em liberdade e ainda impediu a progressão de regime, bem como uma maior cominação de pena).
   Naquele momento todos se sentiram "saciados" de justiça. A população matara sua sede de vingança. As autoridades (judiciárias, executivas e legislativas) concederam a resposta ao seu público-alvo (eleitores) e aumentaram sua popularidade. Contudo, em 2006 o STF decidiu pela inconstitucionalidade da impossibilidade de progressão de regime, e ainda mostra tendências claras de retirar o homicídio qualificado do rol que fora incluído. 
   Da mesma maneira discutiu-se muito sobre a redução da maioridade penal quando um jovem em Santo André matou sua própria ex-namorada por não querer mais o relacionamento. E como estes, existem inúmeros outros exemplos e sempre existirão.
   É preciso esfriar a cabeça. Não podemos pensar e agir no calor dos fatos acontecidos. Já existe uma grande corrente na luta por um novo referendo sobre o estatuto do desarmamento com fulcro no crime praticado pelo jovem Wellington. Será que iremos solucionar o problema desta maneira?
   Seja sua resposta sim ou não, devemos realizar tal questionamento após alguns meses dos terríveis fatos ocorridos. Não quero entrar no mérito da questão. Minha opinião é e sempre será clara quanto ao assunto, contudo, não devo meditar nesta em um momento de comoção.
   Aguardemos mais tempo!


Guilherme Abreu

segunda-feira, 25 de abril de 2011

De volta!

   Após um período de estudos e cursos e muita, mas muita, procura de empregos, voltamos à nossa programação normal!

Locations of visitors to this page